São Paulo - SP
O primeiro atingiu o seu pulmão e o outro foi direto na coluna. Após o segundo, Alexsander caiu e já percebeu que alguma coisa estava errada. O professor havia perdido a mobilidade em ambas as pernas. As balas ainda estão alojadas em seu corpo, mas Alexsander superou a tragédia.
Do tatame para os aparelhos de musculação, há 14 anos ele é campeão de halterofilismo adaptado, em 2003 e 2005 foi o melhor do mundo, conquistou o ouro no Parapan-americano de 2007 e já chegou a levantar até 192,5 quilos. O problema não é a deficiência, mas a falta de patrocínio.
Para sustentar o esporte, Alexsander mantém dois empregos. Ele é analista tributário de uma financeira e faz as avaliações nutricionais dos alunos na mesma academia que treina todos os dias. Incansável, o maior sonho do atleta é conquistar o ouro nas Paraolimpíadas de Londres, em 2012, quando estará com 42 anos.
- É a única que está faltando. Se eu não pegar essa medalha, vou ficar frustrado o resto da minha vida.
O halterofilista esteve nas ultimas três paraolimpíadas, mas conseguiu apenas um quarto lugar em 2004, nos jogos de Atenas. Hoje, Alexsander reconhece que o que aprendeu com o acidente foi único.
- Foi uma pena, mas eu passaria pelas mesmas coisas para ser a pessoa que eu sou hoje.
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Divulgação JUDÔinforme
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