Tunis - Tunísia
Grande Prêmio contará pontos para os Jogos Olímpicos de Londres-2012

“Pensei muito antes de mudar de categoria mas os resultados mostram que tomei a decisão certa”, diz Guilheiro, acompanhado na Tunísia pelo coordenador técnico da Confederação Brasileira de Judô.
Ainda pesando 78kg, considerado leve para o meio-médio, já que todos os atletas costumam lutar no limite máximo da categoria, Guilheiro sentiu a diferença de três quilos para seus adversários:
“A força é outra. Ainda estou me adaptando”, afirma o judoca nascido em Santos. “Desde o começo hoje me senti um pouco mais preso e sabia que o dia não seria tão espetacular como em Paris”, acrescenta Guilheiro, que na França, em fevereiro, venceu todos os seus combates por ippon.
Na sua campanha até a final, Guilheiro não teve vida fácil. Logo na primeira rodada, enfrentou Francesco Bruyere (ITA), prata no Mundial de 2005. A vitória foi por punição no Golden Score (o golpe de ouro na prorrogação). Em seguida o brasileiro passou pelo húngaro Laszlo Csoknyai, punido com eliminação após tentar agarrar a perna de Guilheiro (este tipo de golpe agora é proibido no judô).
Nas quartas-de-final, o brasileiro teria pela frente Safouane Attaf, mas o marroquino sequer entrou no tatame já que se machucou na luta em que eliminou o japonês Takahiro Nakai. A semifinal de Guilheiro foi contra o campeão mundial de 2005, Guillaume Elmont. Ambos já haviam se enfrentado no Grand Slam de Tóquio em dezembro passado, e novamente Guilheiro levou a melhor. A decisão contra o alemão Ole Bischof, campeão olímpico de 2008, foi decidida na estratégia e o brasileiro perdeu por uma punição.
“Ele é muito inteligente e soube neutralizar alguns pontos fortes meus”, comentou Guilheiro, atleta do Pinheiros.
Nos dias 22-23 de maio, Leandro Guilheiro se junta à seleção brasileira para a disputa do Grand Slam do Rio de Janeiro. Na semana seguinte, compete na Copa do Mundo de São Paulo.
“Entro sempre pensando em ganhar as competições e vou trabalhar para que isso aconteça em casa”, finaliza o meio-médio.
CBJ - Divulgação JUDÔinforme
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